Rally
Aumento diferenciado na cotação de um ativo financeiro, em sucessão a um período de baixa ou estagnação nos preços.
Rating
1) Risco de crédito dos emissores e das emissões de renda fixa que são avaliados por empresas de rating de crédito, que são instituições independentes especializadas na determinação e divulgação do risco das corporações, instituições financeiras e países (neste último caso, o chamado risco soberano). As principais empresas de rating no mundo são Moody"s Investors Service, Standard & Poor"s, Fitch IBCA e Duff & Phelps Credit Rating Co.
2) Classificação de crédito, reflete a probabilidade de não pagamento das dívidas de uma entidade.
Recibo de Carteira Selecionada de Ações - RCSA
É um recibo representativo de um conjunto de ações, cujas quantidades são previamente fixadas e conhecidas antes de sua constituição. Uma vez constituídos, os recibos são negociados na BOVESPA como se fossem um único título. Podem ser constituídas carteiras com as mais variadas composições, cada qual direcionada para um determinado perfil de investidor. O RCSA permite que o investidor compre ou venda um portfólio de ações por meio de uma única operação.
Recibo de subscrição
Documento que comprova o exercício do direito de subscrição, passível de ser negociado em bolsas de valores.
Recolhimento
Ato de recepção de cédulas dilaceradas ou das que estão sendo substituídas.
Recolhimentos compulsórios, encaixes obrigatórios
A obrigação dos bancos de manter saldos (reservas bancárias) no Banco Central provenientes de certos tipos de passivos (em alguns casos, o dinheiro em caixa pode ser contado como parte dos encaixes).
Redesconto
Empréstimo de última instância que o Banco Central concede, na modalidade de compra, com compromisso de revenda, de títulos, créditos e direitos creditórios integrantes do ativo dos bancos múltiplos com carteira comercial, bancos comerciais e caixas econômicas.
Redesconto intradia
Operação de compra com compromisso de revenda de títulos públicos federais selicados, sem custo, por um período menor que um dia útil. Os títulos são apreçados de forma conservadora pelo Banco Central de modo a minimizar o seu risco de crédito.
Reforço
Operação na qual o custodiante, mediante autorização prévia, retira dinheiro em espécie no Banco Central, sensibilizando positivamente o saldo custodiado.
Registro em bolsa
Condição para que uma empresa tenha suas ações admitidas à cotação em uma bolsa de valores, desde que satisfaça as normas estabelecidas pela mesma.
Regra da repartição de perdas
Um acordo entre os participantes de um sistema de transferência ou arranjo de uma câmara de compensação em relação à distribuição de quaisquer perdas que surjam quando um ou mais participantes não cumprem com suas obrigações; o arranjo estipula como se repartirá as perdas entre as partes envolvidas no evento deste acordo ser ativado. Também é chamado de acordo de repartição de perdas.
Regra da Zero Hora
Uma cláusula na lei de falências de alguns países mediante a qual as operações de uma instituição liquidada que tenham sido celebradas depois da meia noite na data em que se ordena o fechamento da instituição podem ser declaradas como não válidas de forma retroativa.
Renda de propriedade
Renda recebida pelo proprietário de um ativo financeiro ou de um ativo tangível não produzido, como terrenos.
Renda de propriedade
Renda recebida pelo proprietário de um ativo financeiro ou de um ativo tangível não produzido, como terrenos.
Renda disponível bruta
Saldo resultante da renda nacional bruta deduzidas as transferências correntes enviadas e recebidas do resto do mundo.
Renda disponível bruta
Saldo resultante da renda nacional bruta deduzidas as transferências correntes enviadas e recebidas do resto do mundo.
Renda Fixa
Títulos cujo rendimento está previamente definido. Esse rendimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado.
Renda nacional bruta
Produto interno bruto mais os rendimentos líquidos dos fatores de produção, enviados ao resto do mundo.
Renda nacional bruta
Produto interno bruto mais os rendimentos líquidos dos fatores de produção, enviados ao resto do mundo.
Rendimentos
Proventos recebidos através de uma atividade profissional ou de transações financeiras.
Rentabilidade
Medida do retorno de um investimento, calculada pela divisão do lucro obtido pelo valor do investimento inicial.
Repatriamento
Termo utilizado em relação à moeda estrangeira. Define a recuperação e o retorno ao País, de valores remetidos ao exterior, em pagamentos diversos.
Repique
Movimento de alta que ocorre, por curto período de tempo, durante um processo de baixa de preço de títulos.
Repúdio
A negação, feita por uma das partes de uma operação, de sua participação no todo ou em parte de tal operação ou dos conteúdos da comunicação.
Reserva Legal
Retenção de Lucro por parte de uma empresa com o fim de garantir a integridade do capital de uma sociedade corretora.
Reservas Bancárias
Conta que os bancos mantêm no Banco Central, cujo saldo é afetado pelas operações de saques e depósitos realizadas junto ao Departamento do Meio Circulante, junto às suas representações regionais ou junto à custódia no Banco do Brasil.
Reservas internacionais - Líquida ajustada
Haveres no Banco Central do Brasil em moeda estrangeira, ouro, direitos especiais de saque e posição junto ao Fundo Monetário Internacional menos as obrigações de curto prazo em moeda estrangeira do Banco Central do Brasil e as obrigações junto ao FMI.
Reservas internacionais - Liquidez internacional
Haveres no Banco Central do Brasil em moeda estrangeira, ouro, Direitos Especiais de Saque (DES) e Posição junto ao Fundo Monetário Internacional.
Resultado nominal com desvalorização cambial
Resultado nominal com desvalorização cambial sobre o estoque de dívida mobiliária. Este era o conceito tradicional do resultado nominal até 2001. A diferença entre o atual resultado nominal está no tratamento da dívida interna indexada ao câmbio. Neste conceito, o tratamento da dívida indexada é o mesmo da dívida interna. Assim, o resultado nominal com desvalorização é definido como a variação nominal dos saldos da dívida interna líquida, mais a variação da dívida externa líquida em dólares, convertida para reais pela taxa de câmbio.
Resultado nominal ou necessidades de financiamento
O resultado nominal é o mais tradicional dentro das necessidades de financiamento. Ele é calculado pela variação do endividamento líquido. O resultado nominal é constituído da variação da DLSP, descontada a variação da taxa de câmbio sobre os estoques de dívida interna indexada ao câmbio, de dívida externa e das reservas internacionais. Esses valores, que fazem parte da variação da DLSP e não constituem resultado nominal, são classificados como ajustes metodológicos da área interna e externa
Resultado Operacional
Em regimes de inflação elevada, as taxas de juros nominais carregam componente de atualização monetária, isto é, parte das taxas de juros corresponde apenas a manutenção do valor dos ativos. Consequentemente, o resultado nominal dependerá do nível de inflação, gerando superestimação do desequilíbrio orçamentário do setor público. O resultado operacional procura corrigir o efeito da inflação sobre o resultado nominal. Teoricamente, ele significa o resultado do setor público no caso de inflação zero. A hipótese básica para esse conceito é de que a inflação não traz distorções no lado real da economia, apenas com impacto no lado monetário. Assim, o resultado operacional deduz o componente inflacionário sobre o pagamento de juros incidente sobre a dívida líquida interna não indexada ao câmbio.
Resultado Primário
O resultado primário corresponde ao resultado nominal (NFSP) menos os juros nominais incidentes sobre a dívida líquida interna e externa. Os juros incidentes sobre a dívida do setor público são determinados pelo nível da taxa de juros nominal interna e externa e pela dimensão dos déficit anteriores (dívida atual). A inclusão dos juros no cálculo do déficit dificulta a mensuração do efeito da política fiscal implementada pelo governo. Assim, o resultado primário é importante para avaliar a consistência entre as metas de política macroeconômicas e a sustentabilidade da dívida, ou seja, da capacidade do governo de honrar com seus compromissos.
Risco de Crédito
Risco decorrente da possibilidade de que a contraparte não honre a entrega de papéis ou fundos pactuados.
Risco de custo de reposição
Risco de que uma contraparte de uma operação vigente, a ser concluída em data futura, não cumpra com esta na data de liquidação. Esta inadimplência poderia deixar a parte solvente com uma posição de mercado aberta ou descoberta ou poderia negar à parte solvente os ganhos não realizadas sobre tal posição. O risco resultante é o custo de substituir, a preços atuais de mercado, a operação original.
Risco de Custódia
O risco de perda nos valores mobiliários mantidos sob custódia ocasionado por insolvência, negligência ou por uma ação fraudulenta do custodiante ou de um subcustodiante.
Risco de Emissor
Risco de não ser honrado compromisso relacionado com a emissão ou o resgate do principal e acessórios do título ou valor mobiliário, no vencimento previsto.
Risco de Liquidação
Risco de que uma liquidação em um sistema de transferência não se realize segundo o esperado. Este risco pode incluir tanto o risco de crédito como o de liquidez.
Risco de liquidação de câmbio
Risco de que uma das partes de uma negociação de moedas estrangeiras pague a divisa que vendeu mas que não receba a que comprou. É também denominado risco de liquidação entre moedas ou risco de principal; também se faz referência a este risco como risco Herstatt, ainda que este termo seja inadequado dadas as circunstâncias mutáveis nas quais este risco tem se materializado.
Risco de Liquidez
Variação desfavorável de retorno devido à falta de negociabilidade de um instrumento financeiro por preços alinhados com vendas recentes. O risco de liquidez pode surgir em função do tamanho de determinada posição em relação aos volumes usuais de negociação ou da instabilidade das condições de mercado.
Risco de Mercado
1) O risco de perdas nas posições de balanço e extra-balanço e que surge dos movimentos nos preços do mercado.
2) Expectativa de ganho ou perda no valor dos ativos em função da variação diária dos preços no mercado secundário.
Risco de Principal
Risco de o vendedor de um título entregar o ativo mas não receber o pagamento, ou de o comprador de um título efetuar o pagamento mas não receber o ativo.
Risco Financeiro
Termo que cobre uma variedade de riscos em que se incorre nas operações financeiras, tanto riscos de liquidez quanto riscos de crédito.
Risco legal
O risco de que uma parte sofra uma perda porque as leis ou regulações não dão suporte às regras do sistema de liquidação de valores mobiliários, à execução dos arranjos de liquidação relacionados ou aos direitos de propriedade e outros interesses que são mantidos pelo sistema de liquidação. O risco legal também surge se a aplicação das leis ou regulações é pouco clara.
Risco operacional
1) O risco de erros humanos ou de falha de algum componente do hardware, software ou dos sistemas de comunicação que são cruciais para a liquidação.
2) Risco de haver erro humano ou falha de equipamentos, programas de informática ou sistema de telecomunicações imprescindíveis ao funcionamento de determinado sistema.
Risco prévio à liquidação
O risco de que uma contraparte em uma operação vigente a ser completada em uma data futura não cumpra com o contrato ou acordo durante a vida da operação. A exposição resultante é o custo de repor a operação original a preços vigentes no mercado. É também conhecido como risco de custo de reposição.
Risco Sistêmico
1) O risco de que a inadimplência de um participante com suas obrigações em um sistema de transferência, ou em geral nos mercados financeiros, possa fazer com que outros participantes ou instituições financeiras não sejam capazes , por sua vez, de cumprir com suas obrigações (incluindo as obrigações de liquidação em um sistema de transferência) no vencimento. Tal inadimplência pode causar problemas significativos de liquidez ou de crédito e, como resultado, poderia ameaçar a estabilidade dos mercados financeiros.
2) Risco de a incapacidade de uma instituição liquidar suas obrigações no vencimento implicar incapacidade de as demais liquidarem, também, suas obrigações no vencimento.
Riskmetrics
Modelo desenvolvido pelo JPMorgan para cálculo de valor em risco (risco de mercado).
Rotina de Otimização
Processos de rotina em um sistema de pagamento para determinar a ordem em que os pagamentos são aceitos para a liquidação. As rotinas de otimização são utilizadas para melhorar a liquidez do sistema e para incrementar a eficiência da liquidação.